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domingo, 13 de maio de 2012

Plano de saúde para o idoso deve ficar até 60% mais barat



Raphael Hakime, do R7
Todos os meses, um pedaço considerável do orçamento da dona de casa Irene Serio, de 60 anos, tem um destino certo: pagar a conta do plano de saúde. Juntos, dona Irene e o marido, seu Anor, de 63 anos, pagam R$ 2.200 por um convênio médico “razoável”, segundo classificação dela própria. 

— Quando eu completei 59 anos, [a empresa] quase que dobrou meu pagamento. Eu pagava R$ 600 e passou para R$ 1.100. Eu não tenho nenhuma doença preexistente grave. Tenho doenças corriqueiras da velhice, como hipertensão, que não é uma coisa dispendiosa. Um exame anual de controle resolve. Não tem nada assim que se gaste muito dinheiro do plano de saúde. 

Para aliviar o bolso de quem paga convênio médico, um projeto das empresas de planos de saúde e de previdência privada poderá baratear em até 60% a conta para os idosos brasileiros (saiba como vai funcionar no quadro abaixo)

O preço do plano não vai baixar, mas será possível fazer uma poupança extra, por meio de uma previdência privada, enquanto trabalha para pagar até 60% da mensalidade quando for idoso, explica José Cechin, diretor executivo da Fenasaude (Federação Nacional de Saúde Suplementar). 

— A ideia é que, enquanto trabalha, dos 20 aos 60 e poucos anos de idade, além do plano, ele paga uma pequena quantidade a mais, que pode ser repartido entre ele e a empresa, se esta topar, e coloca o dinheiro em uma previdência. Quando chega aos 60 anos, terá um capital acumulado e sacando um pouco por mês, ajuda a pagar o plano. 

Cechin lembra que os gastos com saúde são crescentes em todo o mundo e poupar para o plano de saúde é possível porque, enquanto trabalha, o brasileiro teria renda suficiente para pagar um pouco a mais. Segundo projeto, cada consumidor ou empresa poderiam definir o montante que seria colocado na poupança extra.
 Em uma simulação, o diretor da Fenasaude considerou um plano no valor de R$ 100 para um jovem de 18 anos e um pequeno adicional que elevaria a mensalidade para R$ 115. Após os cálculos, esse jovem pagaria menos da metade do preço do plano quando idoso. 

— Eu fiz uma simulação com um acréscimo de 15% sobre a mensalidade. Se acrescentar 15% sobre a mensalidade, ao chegar aos 65 anos de idade terá um capital suficiente para pagar 60% de R$ 600, que dá R$ 360. Ele poderia pagar R$ 360 sacando da conta de previdência e esse capital duraria 20 anos, dos 65 anos aos 85 anos, que é um pouco mais que a expectativa de vida do brasileiro. 

Acostumada a pagar caro pelo plano de saúde, dona Irene diz que o projeto pode funcionar porque “tudo que se faz para prevenir e planejar sua vida para o futuro vale a pena”. No entanto, as empresas deveriam pagar essa conta extra. 

— Você acha que o jovem ganha o suficiente para pagar um pouco mais no plano de saúde? Já é difícil manter um padrão de vida razoável. Como o jovem vai pagar também um plano de saúde mais caro? A maioria das empresas oferece plano e, se o acréscimo entrar na conta das empresas, aí tudo bem. 

Cechin explica que nem sempre o beneficiário do plano de saúde arcaria com a despesa extra. Isso porque a maioria das pessoas tem plano empresarial e a empresa pode ajudar a fazer essa poupança. 

— A ideia é que o modelo e o produto que se desenha permitam que a empresa faça depósitos em nome de seu empregado. Seria um benefício extra para o funcionário.

O projeto ainda está em fase de desenvolvimento e depende das aprovações da Fenasaude, Susep (Superintendência de Seguros Privados) e da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Por isso, não há data para o novo projeto entrar em vigor.